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Fabricio.Santos.icb.ufmgA Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgou nesta quinta-feira, 2 de dezembro, o resultado das eleições para membros titulares, correspondentes e afiliados.

Na categoria Ciências Biológicas, o novo membro titular da entidade é o professor titular Fabrício Rodrigues dos Santos, do departamento de Genética Ecologia e Evolução (GEE) do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG.

Além dele, foram eleitos também outros dois professores atuantes em Minas Gerais: Fatima Maria de Souza Moreira (Ciências Agrárias/UFLA); e Fernando Flecha de Alkmim (Ciências da Terra/UFOP). Ao todo foram eleitos 13 titulares, de diferentes instituições do Brasil e do exterior; dois correspondentes e 25 afiliados, sendo cinco de cada regional brasileira. No entanto, o site da entidade informa que os afiliados da Região Minas Gerais e Centro Oeste serão divulgados posteriormente.

A posse de todos os eleitos está marcada para 1º de janeiro de 2022. Os membros titulares e correspondentes receberão seus diplomas em maio, durante a Reunião Magna da ABC, e os membros afiliados em simpósios científicos em cada região, para que apresentem suas pesquisas.

UM POUCO DO NOVO MEMBRO

Biólogo e geneticista, o agora Acadêmico Fabrício Santos atua principalmente no campo da genética da conservação, biodiversidade, ornitologia, evolução humana. Ele também é professor residente do Instituto de Estudos Avançados (IEAT) da UFMG, membro da Academia Ibero-americana de Biologia Evolutiva (AIBE). Tento publicado vários artigos em periódicos especializados e de divulgação científica, capítulos e livros, atualmente orienta nos programas de pós-graduação em Genética, em Zoologia e em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da UFMG, tendo ainda orientado alunos dos programas de Bioinformática, Bioquímica e Ciência Animal da UFMG.

logo ABC105anosA ABC

Dentre outros objetivos, a ABC busca estimular o trabalho científico e articular ações junto à comunidade científica brasileira que possam contribuir para a elaboração de políticas públicas em temas como Amazônia, Educação Superior, Educação Básica e Infantil, Biocombustíveis e outros que possam promover o desenvolvimento da nação. No site da ABC (+) também está publicado o calendário eleitoral para 2022, que prevê, além da seleção e eleição de novos membros, a renovação de 1/3 da Comissão de Seleção e eleição de nova diretoria e conselho fiscal.

 

Foto: Foca Lisboa - Cedecom/UFMG

Cerrado Campo Sujo g w fernandesO professor Geraldo Wilson continua defendendo o conhecimento científico e ação política como sendo parte da solução para os problemas da biodversidade no CerradoNeste artigo de opinião, o professor Geraldo Wilson Fernandes, da Ecologia do ICB, apresenta objetivos e ações recém-estabelecidas pelo Programa Brasileiro de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), que reúne cerca de 60 instituições

 

Por Geraldo Wilson Fernandes
Professor do ICB-UFMG e coordenador do PPBio

 

O Programa Brasileiro de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), criado em 2004 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, visa principalmente à ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade brasileira. Coordenado na UFMG, o PPBio é composto de cerca de 60 instituições de ensino e pesquisa, organizadas em sub-redes que abrangem todos os biomas presentes em território nacional: Amazônia, Caatinga, Campos Sulinos, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.

Além de obter informações básicas sobre a biodiversidade, o programa também gera conhecimento com base nessas informações – por exemplo, por meio da compreensão de processos ecológicos que afetam e são afetados pelos padrões de distribuição da biodiversidade. Com base nesse novo conhecimento, são elaborados documentos norteadores de políticas públicas que afetam a biodiversidade e estão relacionados a atividades como o uso sustentável dos recursos, a proteção de recursos naturais e a educação ambiental.

A Agenda Científica apresenta em detalhes os objetivos, as metas e linhas de ação do programa. Os três objetivos e suas respectivas metas são direta ou indiretamente relacionados aos temas discutidos durante a 26ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre o Clima (COP26), realizada em Glasgow, na Escócia.

O primeiro objetivo do PPBio é “assegurar a conservação da biodiversidade, a integridade e a funcionalidade dos habitats e ecossistemas” – e uma das metas vinculadas a ele é “aumentar o entendimento das causas e mecanismos de mudança e pressão sobre a biodiversidade e ecossistemas”. O segundo objetivo é “assegurar a manutenção e a provisão dos serviços ecossistêmicos”. O terceiro é “promover ações de adaptação e mitigação da pressão das atividades antrópicas sobre a biodiversidade e os ecossistemas”.

ilustraçãoRepresentação do fluxo de aprendizado do PPBio

Para esse último objetivo é estabelecida a meta que se relaciona de maneira mais direta ao tema da COP26: “entender os efeitos das mudanças climáticas, mudanças no uso da terra, poluição, sobre-exploração e invasão de espécies não nativas, bem como desenvolver estratégias de mitigação”.

Diante do contexto atual, discutido na conferência de Glasgow, marcado pelas mudanças climáticas e pela ocorrência mais frequente de eventos adversos (secas, incêndios, enchentes, entre outros), o conhecimento sobre a biodiversidade é mais que fundamental. O conhecimento gerado pelo PPBio possibilita entender a real situação da conservação da biodiversidade brasileira, os fatores que ameaçam a sua continuidade, as lacunas do conhecimento e uma série de consequências da perda dessa biodiversidade nas escalas local, regional, nacional e até global.

Vale ressaltar que o Brasil, país que abriga a maior diversidade de espécies de plantas e animais do planeta, tem papel central nos temas relativos à conservação e provisão de serviços ecossistêmicos que ultrapassam os limites do território nacional. Esse protagonismo do Brasil é limitado pela falta de conhecimento sobre nossa biodiversidade, e, por isso, o PPBio desempenha papel tão importante. O programa busca essas informações por meio de uma rede que abrange todo o país.

 

Com Agência de Notícias da UFMG

 

foto034originalÚltima edição aconteceu há dois anosDestacando o tema "A esperança na ciência: criar, inovar, reinventar”, o encontro também faz homenagem póstuma ao epidemiologista Carlos Maurício de Figueiredo Antunes


Em sua 11ª edição, a atividade organizada pelo Departamento de Parasitologia será realizada nos dias 2 e 3 de dezembro, de modo totalmente online. Já tradicional, desde a sua primeira edição, em 2010, o Encontro de Pesquisa em Parasitologia do ICB UFMG reúne estudantes e pesquisadores em parasitologia de todo o Brasil e do exterior, propiciando espaço para a apresentação de centenas de trabalhos.

Em 2021, sob o tema “A esperança na ciência: criar, inovar, reinventar”, a programação inclui palestras, conferências e mesa-redonda, além da apresentação dos melhores trabalhos, dissertação e tese, de 2020.

Um dos destaques é a conferência "O impacto da covid-19 no contexto das doenças transmissíveis no Brasil", do professor Guilherme Werneck, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e moderação do professor David Soeiro (ICB UFMG).

HOMENAGEM

O epidemiologista Carlos Maurício de Figueiredo Antunes foi o homenageado póstumo dessa edição. Professor titular do Departamento de Parasitologia da UFMG e associado do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins Blomberg, também era assessor da Organização Mundial de Saúde (OMS) e contribuiu na formação de vários epidemiologistas e pesquisadores que atuam em universidades, centros de pesquisa e serviços de saúde.

De acordo com o professor Hudson Alves Pinto, da Comissão Organizadora do Encontro, Carlos Maurício foi “uma pessoa que lutou pela ciência, contribuiu para a área de medicina tropical e incentivou o controle de doenças infecto-parasitárias a partir de evidências epidemiológicas”, o que tem tudo a ver com o contexto de pandemia e torna o encontro especial. Ele afirmou que o evento tem sido considerado uma atividade de resistência e resiliência do programa de pós-graduação no contexto de negacionismo científico e de todas as dificuldades de financiamento e cortes de verba para pesquisa que as universidades têm passado.

Para participar, é necessário se pré-inscrever e fazer o pagamento de uma taxa de R$ 20,00 pelo site http://www.parasitologia.icb.ufmg.br/ep2021/historico.php . Haverá emissão de certificados aos participantes.

SERVIÇO

XI Encontro de Pesquisa em Parasitologia será on-line pela primeira vez
2 e 3 de dezembro de 2021 - De 9h às 19h

Programação completa:
http://www.parasitologia.icb.ufmg.br/ep2021/prog.php

Pré-inscrições:

http://www.parasitologia.icb.ufmg.br/ep2021/historico.php

Informações:
Facebook - https://www.facebook.com/parasitologiaicbufmg
Instagram - https://www.instagram.com/parasitologia_icbufmg
YouTube: @eppicbufmg

 

 

 

Redação: Dayse Lacerda. Coordenação: Marcus Vinicius dos Santos - jornalistas da Assessoria de Comunicação Social e Divulgação Científica ACBio. Atualizada em 30/11/2021, 15h30

 

 

microscopia3Imagem registrada pelo Centro de Microscopia da UFMG. 2012. Acervo do CM UFMGIntervenções mineiras vão incentivar a expansão do acesso ao diagnóstico por imagem em todo o Brasil

Dois projetos coordenados por docentes do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram selecionados em uma chamada internacional da Iniciativa Chan Zuckerberg ou CZI (na sigla em inglês), organização filantrópica cofundada e copresidida Mark Zuckerberg, do Facebook, e por sua esposa, Priscilla Chan.

Ao todo serão investidos U$ 500 mil, dirigidos a capacitar e ampliar o acesso de pesquisadores a conhecimentos e a novas tecnologias de diagnóstico por imagem, as quais podem ser usadas em pesquisas voltadas à prevenção e ao controle de doenças. A divulgação do conhecimento e o fortalecimento da cultura científica em escolas públicas de nível básico e fundamental é outro objetivo importante das propostas.

Os projetos “Rede de Bioimagem para o Avanço da Pesquisa Biomédica (Rede BioIMG Net)”, coordenado pela professora Cristina Guatimosim, e “Democratizando a Microscopia no Brasil”, liderado pelo professor Gustavo Batista Menezes, ambos do Departamento de Morfologia, estão previstos para serem realizados em três anos e o montante do financiamento deverá custear salários e a mobilidade de pessoal, além da realização de eventos científicos e a divulgação de informações.

A Iniciativa Chan Zuckerberg (www.chanzuckerberg.com) é uma instituição filantrópica, fundada em 2015, com o objetivo de ajudar a resolver alguns dos desafios mais difíceis da sociedade - desde a erradicação de doenças e melhoria da educação até o atendimento das necessidades de comunidades locais – e com a missão de construir um futuro mais inclusivo, justo e saudável para todos.

Cristina.Guatimosim.ICB.UFMG ArquivoREDE BIOIMAGEM

De acordo com a bióloga Cristina Guatimosim (na foto ao lado), coordenadora da Rede BioIMG Net, junto com os professores Gregory Kitten, diretor do Centro de Microscopia da UFMG, e Rossana Melo (UFJF), o primeiro passo será “promover o intercâmbio e oferecer treinamento a pesquisadores, técnicos e alunos em técnicas avançadas de microscopia”. Para alcançar esse objetivo estão previstos a realização de cursos e workshops, a produção de um website para a divulgação das atividades da rede, além de visitas monitoradas de estudantes e professores de Educação Básica de escolas públicas aos laboratórios e centros multiusuários participantes.

Com sede no Centro de Microscopia da UFMG, a Rede BioIMG net é composta pelo Centro de Aquisição e Processamento de Imagens (CAPI) do Instituto de Ciências Biológicas e da Faculdade de Medicina da UFMG da UFMG, além de outros cientistas, laboratórios e estruturas técnico-científicas da UFOP, UFJF, UFVMJ, UFV, Funed e Fiocruz, as quais já começaram a se articular tão logo foi feita a divulgação do prêmio. Os recursos devem ser liberados já a partir de dezembro de 2021.

Guatimosim destaca que o reconhecimento de um projeto mineiro “mostra que estamos no caminho certo. E evidencia a necessidade de que, em condições adversas, com a educação sucateada e com menos recursos investidos, precisamos tentar outras alternativas”. O “Prêmio de expansão do acesso global à bioimagem” é, segundo Guatimosim, o maior de sua carreira em termos de financiamento e vai impactar as pesquisas de colegas. “O que está sendo construído é coletivo”, reconhece, comemorando também a possibilidade de poder trabalhar para a comunidade científica bem como permitir acesso de alunos e professores de escola pública às mais avançadas técnicas de Bioimagem.

Gustavo.Menezes.ICB.UFMG Arquivo.PessoalDEMOCRATIZANDO A MICROSCOPIA NO BRASIL

O outro projeto, liderado pelo imunologista Gustavo Menezes (foto) junto com o professor Heitor Paula-Neto (UFRJ), pretende identificar e visitar grupos de pesquisa de todo o Brasil oferecendo treinamento para o uso da microscopia intravital (IVM). Essa ferramenta permite visualizar dinâmicas de fenômenos biológicos em indivíduos vivos (in vivo), com uma altíssima resolução de imagem, capaz de permitir uma perfeita visualização de fenômenos biológicos – como por exemplo um processo inflamatório ou uma infecção - dentro de animais ainda vivos. Esse método é considerado um dos mais próximos que se pode chegar de uma realidade biológica, quando comparado por exemplo com técnicas histológicas ou métodos in vitro, ou seja, realizado fora de um organismo vivo.

Com a meta audaciosa de chegar aos 26 estados do país, a equipe também vai ensinar soluções de baixo custo, como pequenos ajustes ou reparos em microscópios que possam melhorar a tecnologia de imagem. Além disso, está prevista a realização de eventos no ICB UFMG com o objetivo de criar um “Polo Nacional de Bioimagem”. Dando transparência à iniciativa, o trabalho será relatado no perfil do Instagram @bioimagingbrasil e, ao final, o conteúdo será transformado em documentário.

Menezes avalia que um projeto de Minas Gerais, com origem na UFMG, estar sendo observado por uma organização que nasceu no Vale do Silício (Califórnia-EUA), berço da tecnologia mundial, comprova que “a pesquisa é o único mecanismo para salvar a vida na face da Terra”. Ele lamenta que o Brasil continue a tomar decisões que tiram a ciência da posição estratégica de prioridade, mesmo a pandemia tendo mostrado que o conhecimento científico é fundamental para a sobrevivência da humanidade.

O professor aproveita para expressar sua “gratidão às alunas e aos alunos brilhantes que o ajudaram nessa caminhada”. Consciente e sensível à realidade da mulher na ciência, o projeto conta com uma pesquisadora na coordenação do projeto. “Elas estão em todos os lugares de excelência, mas nem sempre em posições de liderança”, declara, lembrando ainda que mulheres são a maioria em seu grupo de pesquisa e corresponsáveis pelo sucesso do projeto premiado.

SOBRE OS PESQUISADORES

CRISTINA GUATIMOSIM FONSECA - Graduada em Ciências Biológicas (UFMG), possui doutorado pela UFMG, doutorado-sanduíche na University of Colorado School of Medicine, e pós-doutorado na Harvard University. Atualmente é professora titular do Departamento de Morfologia (ICB-UFMG). Já coordenou o Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular da UFMG e tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Citologia e Biologia Celular, atuando principalmente nos seguintes temas: Comunicação neuronal, Junção Neuromuscular, modelos murinos de disfunção colinérgica e Doença de Huntington.

GUSTAVO BATISTA DE MENEZES - Cirurgião-Dentista (UFMG), mestre em Ciências Biológicas - Fisiologia e Farmacologia pela (UFMG) e doutor em Farmacologia (UFMG). Possui Pós-doutorado em Patologia e Biologia Celular (UFMG) e em Imunologia (Universidade de Calgary-Canadá). É professor associado da UFMG e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (2015-2019). Diretor do Nikon Center of Excellence-Brazil e diretor do Centro de Excelência BD Biosciences em Pesquisas Interdisciplinares. Diretor científico da Maxillofacialtips e investigador principal do Center for Gastrointestinal Biology (ICB-UFMG). Trabalha com Imunologia, Biologia Celular, Hepatologia, Gastroenterologia, Nutrição e Desenvolvimento Neonatal e Divulgação Científica.

CONHEÇA OS PROJETOS

Rede de Bioimagem para o Avanço da Pesquisa Biomédica (BioIMG Net)

Democratizando a Microscopia em todo o Brasil

 

 

Redação: Dayse Lacerda. Coordenação: Marcus Vinicius dos Santos.

aula presencialTurma da especialização em Diagnóstico Microbiológico em primeira atividade prática após o início da pandemia Especialização em Diagnóstico Microbiológico realiza atividades práticas em três disciplinas, com autorização da Congregação

 

O Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG realizou, no penúltimo final de semana de novembro, a primeira aula presencial após o início da pandemia de covid-19. Com todos os estudantes completamente vacinados e sob um rigoroso plano de biossegurança aprovado pela Congregação - órgão de deliberação superior do ICB -, três disciplinas do curso de Especialização em Diagnóstico Microbiológico tiveram autorização para realizar, na sexta-feira à noite e no sábado durante o dia, um conjunto de atividades práticas não adaptáveis ao modo remoto.

De acordo com a coordenadora da especialização, professora Susana Johann, do Departamento de Microbiologia, “deu tudo muito certo! Com toda a segurança e sem prejuízos para as estratégias pedagógicas ou para a aprendizagem!”, avalia. Segundo ela, pelo fato de ser um programa de especialização dirigido a formar profissionais prontos para o mercado de trabalho, as aulas práticas presenciais são muito importantes. “É o que dará segurança a eles depois em um laboratório de análises clínicas, por exemplo”, explica.

O êxito da iniciativa ela credita ao fato de ser uma turma pequena, de apenas 13 alunos, com conhecimentos prévios das medidas preventivas, além de aspectos como o dia e horário do curso serem de menor fluxo de pessoas no ICB. Outro fator positivo que ela identifica é o fato de o plano de volta às aulas presenciais ter sido muito discutido em seu departamento e no Colegiado de Pós-graduação, elaborado com antecedência e apoiado pela Diretoria. “Estávamos delineando esse retorno desde dezembro do ano passado e fomos ajustando cada vez mais as regras”, afirma.

Para Jônatas Abrahão, da área de Virologia Clínica, e quem ministrou uma das aulas, do ponto de vista sanitário ficou evidente o cuidado da coordenação do curso em garantir a proteção dos estudantes e dos docentes. “Eu estava muito confortável e seguro. As salas estavam muito ventiladas, com distanciamento planejado de forma racional, além de máscaras e álcool 70% disponíveis para todos”, descreve. “Todos os estudantes e funcionários respeitaram muito as normas e não houve nenhuma resistência ou desconforto por parte deles”, reitera Susana.

Desafios

Aula presencial 02O uso do microscópio foi um dos desafios enfrentados, conforme o relato da coordenadora do curso. “O laboratório de aula prática foi montado de forma que cada aluno usasse apenas um equipamento, mas seria necessário o professor colocar os olhos na ocular para ajudar o aluno. E depois o aluno teria de fazer o mesmo”, esclarece.

E a solução foi até relativamente simples: “a lente foi desinfectada antes e depois do uso pelo professor”, explicou Susana. Também foi utilizado um microscópio com projetor em que o professor consegue mostrar a lâmina do aparelho que está usando para que os estudantes observem o que precisam encontrar na própria lâmina.

Para a realização de experimentos em grupo com a segurança necessária foram usados kits individuais, em alguns casos, e, em outros, foram designados experimentos diferentes para cada integrante do grupo. “Este foi um piloto do que vai acontecer em 2022, antecipando o que podemos vivenciar”, considerou a microbiologista.

Sobre o fato de os professores do Departamento de Microbiologia estarem envolvidos numa série de grupos de controle e enfrentamento da covid-19, da UFMG, do Município e do Estado de Minas Gerais, Susana avalia que isso tornou sua experiência mais segura: “E isso nos permitiu ser o primeiro curso a retomar as atividades presenciais”.

Aula presencial 01Uso de equipamento individual e kit de materiais para cada aluno

Emoção no retorno

Susana Johann falou, ainda, da mobilização do departamento e da emoção de alunos e professores diante da grande expectativa pelo retorno. Ela disse que, depois de tanto tempo somente com aulas remotas, foi o momento em que realmente puderam se conhecer.

O professor Jônatas compartilha da percepção da coordenadora. “Foi muito, muito, muito emocionante. Ao entrar na sala, olhar nos olhos de cada um, ver como cada um é... Parecia que eu estava começando de novo”, descreveu. As fotos do momento foram compartilhas com os professores que não estavam presentes e todos se disseram emocionados. “Me sinto um privilegiado e espero que o mesmo possa acontecer para todos, em breve”, estima.

As aulas do curso Diagnóstico Microbiológico, na modalidade remota, continuam até fevereiro. Ainda haverá aulas presenciais em dezembro, janeiro e fevereiro de 2022.

 

 

Redação: Dayse Lacerda - ACBio ICB UFMG. Fotos: Arquivo.

 

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