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UFMG.Talks.JUN2020Nesta quinta-feira, dia 2 de julho de 2020, será realizada a primeira edição do UFMG Talks no formato on-line. Em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, o objetivo do encontro será discutir temas relacionados à pandemia do novo coronavírus.

Os convidados são os professores Flávio Guimarães da Fonseca, do ICB, e Thaís Paiva, do ICEX, que vão conversar sobre vacinas e também sobre as projeções em curto e longo prazos relacionadas à covid-19.

Agora podendo ser acompanhado de casa, em sintonia com as restrições de convívio social, o programa será realizado uma vez por semana, sempre às quintas-feiras, a partir das 19h. O UFMG Talks reúne pesquisadores da UFMG para apresentar para o público em geral suas pesquisas, na forma de um diálogo acessível e que aproxime o público das principais discussões científicas.

Na pauta, temáticas que abordam como o mundo vem se adaptando à nova realidade imposta pelo distanciamento social, as tentativas de controlar o avanço desse inimigo invisível e a busca por respostas para a pergunta: quando a nossa vida volta ao normal? Os desafios enfrentados pela economia, como os profissionais estão lidando com o teletrabalho, saúde mental e as perspectivas na educação são alguns dos temas que serão abordados.

Flávio Guimarães da Fonseca, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (ICB UFMG) e um dos pesquisadores à frente do CT Vacinas, apresentará as perspectivas em torno da produção de uma vacina mineira contra a covid-19, em quanto tempo e quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos cientistas. Ele falará também sobre os projetos vacinais mais adiantados no mundo e como andam os estudos brasileiros, incluindo o da UFMG.

Professora do Departamento de Estatística, Thaís Paiva Galletti, é uma das pesquisadoras que lideram o projeto CovidLP, aplicativo que reúne previsões de curto e longo prazos para a pandemia em vários países. Com base em dados coletados diariamente sobre casos confirmados e mortes, ela apresentará previsões de quando a curva atingirá o seu pico e quando perderá força, análises que envolvem uma modelagem estatística de larga escala.

O UFMG Talks em casa tem duração de uma hora e será transmitido ao vivo no canal da TV UFMG no YouTube e na página do CCBB BH no Facebook. Após a apresentação, os convidados responderão a perguntas enviadas pelos internautas.

 

 

(Com Centro de Comunicação da UFMG - Cedecom)

Sergio.Costa FotoSaraGrunbaumVários sites de imprensa divulgaram que na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão sendo desenvolvidas diversas pesquisas voltadas para proteger a população contra o coronavírus. "Uma dessas pesquisas, feita pelo Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciência Biológicas (UFMG), tem como base a BCG, vacina aplicada em larga escala pelo mundo para imunização contra a tuberculose", afirmam os textos. A pesquisa está sendo desenvolvida pela UFMG em parceria com o Instituto Butantã e a Universidade Federal de Santa Catarina.

O professor Sérgio Costa (em foto de Sara Grunbaum), lider do estudo e membro da Academia Brasileira de Ciência, relatou não ser o primeiro teste de uso da BCG para o combate a outras doenças, além da tuberculose, já existindo estudos que relacionam a substância à esquistossomose e ao HIV. A ideia é ter uma vacina dupla para proteger contra tuberculose e contra a covid-19, fazendo "que a bactéria usada na vacina contra tuberculose produza também a proteína do vírus SARS-CoV-2”, afirmou. Atualmente os pesquisadores estão clonanodo os gens do vírus para que a proteína seja produzida pela bactéria. A próxima fase é o teste em animais. Não há previsão para a testagem em humanos.

LEIA AS NOTÍCIAS

TV Record:

Jornal Contábil: https://www.jornalcontabil.com.br/ufmg-pesquisa-uso-da-vacina-bcg-para-imunizacao-contra-o-coronavirus/

Olhar Digital: https://olhardigital.com.br/coronavirus/noticia/ufmg-testa-vacina-bcg-como-base-para-imunizante-contra-a-covid-19/102815

Portal G1: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/06/30/ufmg-pesquisa-uso-da-vacina-bcg-como-base-para-imunizacao-contra-covid-19.ghtml

Jornal Eco: http://www.jornaloeco.com.br/materia/6613/ufmg-pesquisa-vacina-para-imunizacao-contra-covid-19

Brasil 123: https://brasil123.com.br/ufmg-pesquisa-vacina-da-tuberculose-contra-o-coronavirus/

Panorama Farmacêutico: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/06/30/ufmg-pesquisa-uso-da-vacina-bcg-como-base-para-imunizacao-contra-covid-19/

 

rodrigo.gomes.braga.junho20Comunicamos o falecimento, nesta madrugada, do estudante Rodrigo Gomes Braga, da turma de 2018 do ProfBio, Mestrado Profissional em Ensino de Biologia, graduado em Biologia também pela UFMG. Também atuava como professor de Biologia do Ensino Médio e Fundamental da Escola Estadual Padre Matias e também como professor de Ciências na rede de Ensino Municipal de Contagem.

Ele, que deixa esposa e três filhos, estava internado devido à covid-19 e, infelizmente, não resistiu.

O sepultamento será às 13 horas, no cemitério parque Renascer, nesta segunda, 29/6, sem velório e com presença restrita a familiares próximos.

Segundo a professora Tânia Mara Segatelli, coordenadora do ProfBio da UFMG, toda a equipe do curso está de luto. "Estávamos muito esperançosos de sua recuperação", escreveu ela. "Rodrigo deixa também grandes lembranças de sua brilhante participação e atuação no Programa, onde também fez grandes amizades", homenageia.

Sua orientadora Camila Dias Lopes, lembra com ternura do orientando que ela classifica como "um estudante e um professor exemplar. Uma grande perda para todos que ele conviviam", classifica ela, que é professora do setor de Patologia Clínica do Colégio Técnico da UFMG. Sua dissertação já estava na fase de escrever e se preparar para defesa. O título do trabalho é "Estudo da herança genética com viés investigativo e aborgagem da inclusão escolar - Análise e construção de uma sequência didática"

marques joao 600x500 2A forma como se monitora hoje a população do mosquito Aedes aegypti no Brasil não é tão eficaz para o controle da dengue. Essa é uma das conclusões a qual chegou pesquisa desenvolvida no ICB e que reforça um ponto que os pesquisadores já tinham observado em estudos anteriores.

Atualmente esse cálculo é feito principalmente considerando a densidade de ovos ou de larvas. "O que nós temos hoje é uma política com muitas lacunas", afirma o professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, João Trindade Marques, co-autor de pesquisa publicada na revista internacional Acta Tropica, edição de agosto de 2020.

Ele conta que os dados da pesquisa foram coletados no município mineiro de Caratinga nos anos de 2010 e 2011, com a colaboração da professora Erna Kroon, do Departamento de Microbiologia do ICB e do professor Alvaro Eiras, do Departamento de Parasitologia.

Determinar quais áreas têm maior risco de transmissão é importante para combater a doença, que ainda não conta com uma vacina eficaz, destaca João Marques. Ainda em sua avaliação, ele avalia que a pesquisa quebra paradigmas ao mostrar que a variação do número de mosquitos em um momento e em uma região pode ser um indicador mais preciso do aparecimento da doença do que o número absoluto de insetos. "Por exemplo, em uma região onde há um número absurdo de mosquitos, mas que permanece constante, existe uma chance menor de transmissão do que em uma região com poucos mosquitos que, de repente, passa a ter uma quantidade média", explica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo em meio à pandemia da Covid-19, países como o Brasil devem reforçar os controles contra as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, que tendem a aumentar nos próximos meses. Ainda segundo a OMS, cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo convivem com o risco de contrair dengue. Só em Minas Gerais, foram registrados neste ano cerca de 43 mil casos da doença, segundo o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado no dia 19 de junho.

Ouça a reportagem de Alicianne Gonçalves  (Clique no texto ao lado para abrir o Link da Rádio UFMG Educativa)

O ARTIGO

Using the intrinsic growth rate of the mosquito population improves spatio-temporal dengue risk estimation
Luigi Sedda, Benjamín M.Taylor, Alvaro E. Eiras, João Trindade Marques, Rod J.Dillonf
https://doi.org/10.1016/j.actatropica.2020.105519
Revista Acta Tropica

(Com informações da Agência de Notícias UFMG)

Marcus Vinicius dos Santos *

IMG 20181207 155145041Vista do Aglomerado da Serra, na região centro-sul de Belo Horizonte / Arquivo pessoal Rogério Rêgo / Coletivo@serraosemcoronaO Brasil encontra-se na chamada curva ascendente de Covid-19. O número de casos está aumentando muito em várias cidades do país. Entretanto, o melhor antídoto para essa escalada, o isolamento social, pode ser impossível para as pessoas que vivem nas periferias e aglomerados.

A pobreza e a desigualdade condenam uma grande parcela da população a não ter meios de combater uma pandemia dessa magnitude.

Os números corroboram essa realidade: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE (2018), quase 60% dos mais pobres não têm coleta de esgoto em seus domicílios. O Instituto afirma, ainda, que o preço dos aluguéis sobrecarrega 6% dos moradores do Sudeste, 12% dos brasileiros vivem em lugares inadequados e quase 15% da população abaixo da linha da pobreza habita cômodos com mais de três pessoas. Ou seja, uma cama para cada um ou um banheiro dentro de casa pode ser um luxo para milhões de brasileiros. Água abundante para lavar as mãos ou tomar banho, também. Álcool 70%, um sonho!

Por tudo isso, ações solidárias são muito importantes neste momento. Os governos não conseguiram socorrer os brasileiros mais vulneráveis da forma necessária e anunciada. A pandemia acirrou o desemprego e escancarou as dificuldades estruturais enfrentadas pelas comunidades mais pobres. Então, se você pode, doe. Também podemos dar preferência aos negócios menores, "comprar do pequeno", desde que se observem os cuidados básicos de higiene amplamente recomendados. O frio chegou, e a fome tem pressa! Nem todos podem aproveitar o fato de estar em casa para fazer “aquele” prato especial, simplesmente porque não têm o que comer. Cada cidadão poderia avaliar o que é possível fazer pelo outro ou por uma comunidade.

Em um cenário como esse, a ideia de distanciar as pessoas, de proclamar “fique em casa”, pode parecer conversa de gente mal-intencionada. Não é. Pelo contrário. Ninguém queria ficar em casa dessa forma. Quase ninguém tem dinheiro sobrando ou certeza do que o espera. Entretanto, manter as pessoas distanciadas umas das outras reduz as chances de se encontrar um doente pelas ruas e minimiza drasticamente as perdas de vidas humanas. Quem pode ficar em casa protege quem precisa sair de casa: não só os mais pobres, mas também os profissionais de saúde e de segurança, além de todas as outras pessoas que não podem deixar de trabalhar.

Minas Gerais já registra mais de 90% de ocupação dos leitos de UTI. Se a capacidade de atendimento hospitalar alcançar seu limite, não será possível atender aos doentes, pobres ou ricos, como já ocorreu em outros países. Se o volume de mortes se tornar astronômico, o impacto econômico pode ser ainda maior, além do impacto emocional e social nas famílias. Diferentemente do que supõe o senso comum, ficar em casa também reduz as perdas econômicas em longo prazo, como demonstra estudo realizado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG, o Cedeplar.

A economia é feita de pessoas. Morrem as pessoas, e com elas também podem morrer as chances de um negócio, de sustento de uma família, de amparo emocional a todos os membros daquele lar.Menos pessoas nas ruas, em um momento de maior circulação do vírus e de menor capacidade de atendimento nos hospitais, não é hipocrisia, como questionam alguns. É valorizar a vida!

20170609 104410A Covid-19 não é inofensiva, como pensam outros. É grande o ceticismo em relação à doença. Indignada, uma moradora do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, fez o seguinte relato: “aqui as pessoas circulam sem máscara na rua, os micro-ônibus só andam lotados e sujos, os bares estão sempre cheios, as festas não cessaram, e pessoas que nunca fizeram caminhada agora estão fazendo!” Por quê? “Porque, para a maioria delas, ficar dentro de casa é muito difícil. A rua é o espaço onde elas podem se encontrar com outras pessoas.” O resultado disso, também segundo a moradora, já é visível no surgimento de mais casos, incluindo profissionais do posto de saúde da região.

Máscaras e protetores faciais ajudam na estratégia de dificultar o contágio, desde que usados adequadamente, mas não resolvem o problema. Lavar as mãos ajuda mais. Mas também pode não resolver se a pessoa for surpreendida por um espirro contaminado ou levar a mão sem querer aos olhos ao arrumar a máscara, por exemplo. Por isso tudo, o sentimento de solidariedade e generosidade deve ser reforçado com o pedido que já virou bordão: Cuide-se e se proteja.

Se puder, fique em casa! Por ora, a parte que cabe a todo brasileiro consiste basicamente em dar mais tempo para que os profissionais do sistema de saúde e da ciência façam a parte deles. No entanto, quando tudo passar, será preciso promover um amplo debate nacional sobre justiça social, saúde pública, proteção dos mais pobres e a existência de regiões sem saneamento, ordem e progresso. Até lá, espero que estejamos todos juntos.

 

* Servidor Técnico-Administrativo em Educação, assessor de Comunicação do ICB, doutor em Ciências

 

As opiniões expressas neste texto não representam, necessariamente,a posição do Instituto de Ciências Biológicas, tendo sua publicação o objetivo de promover a circulação de ideias no âmbito da comunidade interna e de toda a sociedade.

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