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A Comissão Eleitoral Local do ICB se reuniu no dia 3 de março de 2026 para homologar as chapas inscritas no processo de escolha da nova Diretoria do ICB, para a gestão 2026-2030. Foram homologadas e numeradas pela ordem cronológica de inscrição as seguintes chapas:

Chapa 01, composta pela Profa. Rosy Mary dos Santos Isaias, do Departamento de Botânica, candidata ao cargo de Diretora do ICB, e pelo Prof. Adriano Pereira Paglia, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução, candidato ao cargo de Vice-Diretor;

Chapa 02, composta pela Profa. Tânia Mara Segatelli, do Departamento de Morfologia, candidata ao cargo de Diretora do ICB, e pela Profa. Juliana Carvalho Tavares, do Departamento de Fisiologia e Biofísica, candidata ao cargo de Vice-Diretora.

O prazo para interposição de recursos contra a inscrição das chapas termina na sexta-feira, 06/03/2026.

Iniciativa coordenada por professora do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução alia ciência, saberes tradicionais, protagonismo feminino e conservação ambiental no Quilombo da Pontinha, em Paraopeba (MG).

Captura de tela 2026 02 27 112639Uma iniciativa de extensão, pesquisa e inovação social coordenada por uma professora do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG vem transformando a realidade socioeconômica do Quilombo da Pontinha, no município de Paraopeba (MG), ao mesmo tempo em que contribui para a conservação do Cerrado e a valorização de saberes tradicionais. Trata-se da Agroindústria Quilombola Pontinha de Sabor, projeto desenvolvido sob a responsabilidade da professora Maria Auxiliadora Drumond, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução (GEE) do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais.

A agroindústria surgiu como resposta a um desafio central enfrentado pela comunidade quilombola: a dependência econômica da extração do minhocuçu, atividade sazonal que entra em período de defeso justamente durante a frutificação de espécies nativas do Cerrado, como o pequi. A partir de um longo processo participativo, iniciado em 2012, o projeto estruturou uma alternativa de geração de renda baseada no beneficiamento sustentável de frutos nativos, articulando ciência acadêmica, conhecimento tradicional e organização comunitária.

Ao longo de mais de uma década, a iniciativa se consolidou em sete fases integradas, que envolveram diagnóstico socioecológico, estudos de viabilidade ecológica e de mercado, formação técnica, desenvolvimento agroindustrial, implantação de tecnologias socioecológicas, fortalecimento da governança comunitária e avaliação contínua da sustentabilidade. O resultado é uma agroindústria instalada no terreno da escola municipal da comunidade, equipada com infraestrutura modular em contêineres e sistemas de energia solar, aquecimento solar, captação de água da chuva e tratamento ecológico de efluentes.

Além da dimensão ambiental, o projeto se destaca pelo impacto social. A Pontinha de Sabor é formada majoritariamente por mulheres quilombolas, que assumem papel central na gestão, produção e tomada de decisões, fortalecendo o protagonismo feminino negro e a autonomia econômica local. Atualmente, a agroindústria produz uma diversidade de alimentos derivados do pequi, além de produtos de outros frutos do Cerrado, atendendo a mercados locais e regionais e garantindo segurança alimentar às famílias envolvidas.

A atuação do projeto também se estende à educação ambiental e à produção de conhecimento. A agroindústria funciona como espaço educativo para estudantes da educação básica, recebe visitas técnicas e gera materiais didáticos, vídeos, artigos científicos e trabalhos acadêmicos, reforçando o compromisso do ICB com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

Com a formalização da Associação Produtiva Pontinha de Sabor e a consolidação de parcerias institucionais, a iniciativa alcançou sustentabilidade financeira e já inspira a implantação de experiências semelhantes em outras comunidades quilombolas, evidenciando seu potencial como Tecnologia Social replicável.Para o ICB e para a UFMG, o projeto reafirma o papel estratégico da universidade pública através da extensão na promoção do desenvolvimento sustentável, na valorização dos povos tradicionais e na construção de soluções inovadoras para desafios socioambientais complexos, a partir do diálogo entre ciência e sociedade.

 

Redação: Timóteo Dias

Conforme informado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, nesta época de recesso acadêmico aumenta substancialmente o prazo entre a submissão e a aprovação de projetos pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UFMG – Campus da Pampulha. Isso ocorre porque o CEP, por força regimental, não pode ter reuniões ordinárias em janeiro e fevereiro e também em razão das férias regulamentares dos membros que compõem o colegiado. Entretanto, segundo a coordenação do CEP-UFMG, existe  uma comissão específica para avaliar pesquisas que requeiram análise prioritária de protocolos, desde que haja encaminhamento fundamentado sobre os motivos da necessidade de análise célere. Essa comissão funciona de forma contínua, independentemente do calendário das reuniões ordinárias. Os interessados devem enviar e-mail para  justificando a necessidade de premência para a análise de seu protocolo em comissão específica.

Colegas do ICB,

A egrégia Congregação do ICB, em sua última reunião, apreciou e aprovou o Edital nº 244/2026 que foi publicado pelo Diretor Prof. Ricardo Gonçalves no dia 06/02/2026.

O conteúdo do edital pode ser consultado na página do ICB (https://www.icb.ufmg.br/novas/acontecenoicb/2155-edital-do-processo-de-consulta-a-comunidade-do-icb-para-escolha-de-diretor-a-e-vice-diretor-a-gestao-2026-2030).

Neste edital estão descritos o regulamento normativo para a consulta à comunidade e os prazos regimentais para a realização do certame. A consulta eleitoral à comunidade proverá subsídios à Congregação do ICB para a elaboração de lista tríplice para a indicação de Diretor e Vice-Diretor para a gestão 2026-2030.

O período eleitoral é uma oportunidade para que a comunidade reflita sobre o estado atual do Instituto, diagnostique seus pontos positivos e negativos e formule soluções para o aprimoramento de nossas atividades. A participação de todos é essencial para que possamos construir um ICB digno da competência e esforço de seus membros. Para tanto, peço a atenção de todos para novas informações que poderão ser disponibilizadas, no tempo oportuno, na página do ICB e em mensagens eletrônicas enviadas pela Comissão Eleitoral Local.

Nesta primeira fase, entre os dias 13/02/2026 e 02/03/2026, a Comissão Eleitoral Local receberá a inscrição das chapas interessadas em participar do pleito.

Desejamos a todos um período eleitoral profícuo e estimulante.

Atenciosamente,

Comissão Eleitoral Local
Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais

Documento apresenta diagnóstico completo das áreas protegidas e propõe medidas para fortalecer a fiscalização e gestão

Foto Alexandre CostaCentro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) lançou, na semana de início da COP 30, um policy brief (documento com informações baseadas em pesquisas científicas com sugestões de ações que podem contribuir para o debate sobre políticas públicas), em versões em português e inglês, que traz um diagnóstico detalhado das Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia Legal. O documento é fruto de uma análise criteriosa sobre a quantidade, extensão, proteção jurídica, efetivo humano, infraestrutura e capacidade de fiscalização dessas áreas protegidas. 

Além de apresentar esse panorama abrangente, o policy brief destaca as principais vulnerabilidades enfrentadas pelas UCs e oferece recomendações concretas. O objetivo é incentivar a adoção de políticas públicas que fortaleçam a governança e aprimorem a conservação da maior floresta tropical do planeta. 

 

Diagnóstico revela disparidades e desafios na conservação da Amazônia Legal 

Atualmente, cerca de 24% do território da Amazônia Legal se encontra protegido por UCs. Esse índice está abaixo da meta global de 30%, estabelecida pelo Marco Global de Biodiversidade, para garantir a manutenção dos ecossistemas. O relatório revela ainda disparidades regionais muito expressivas: enquanto o Amapá protege mais de 64% do seu território, o Mato Grosso protege menos de 6%. 

Outro dado alarmante destacado é que 95% do desmatamento ilegal ocorre nas proximidades de rodovias e rios navegáveis. Segundo o documento, essa proximidade facilita a pressão e a degradação das áreas protegidas, o que torna urgentes ações coordenadas e eficazes para conter essas ameaças à floresta. 

Ademais, o estudo aponta uma redução de aproximadamente 40% no efetivo dedicado à fiscalização das UCs na última década. A insuficiência de planos de manejo, aliada à baixa integração entre órgãos ambientais e à limitada participação da sociedade civil, compromete a efetividade das unidades de conservação.

 

Recomendações práticas para fortalecer a governança e a proteção ambiental

Para reverter esse quadro, o policy brief propõe uma série de medidas que promovam a transparência e o monitoramento rigoroso dos recursos destinados às unidades de conservação. É destacada a necessidade de investimentos em infraestrutura, tecnologia de monitoramento remoto e capacitação técnica para brigadistas e agentes ambientais.

O documento também recomenda a criação de espaços permanentes de diálogo entre governos, academia e comunidades locais. Essa integração é fundamental para estabelecer estratégias de conservação alinhadas à realidade local e sustentáveis a longo prazo.

Além disso, incentivos ao ecoturismo sustentável e a implementação de mecanismos financeiros diversificados, como créditos de carbono e pagamento por serviços ambientais, são apontados como caminhos para garantir a viabilidade econômica das áreas protegidas.

O policy brief ressalta que o fortalecimento da governança das Unidades de Conservação é imprescindível para a conservação da biodiversidade, para a manutenção do equilíbrio climático e para a proteção das populações tradicionais da Amazônia Legal. A publicação se consolida como uma ferramenta fundamental para gestores públicos e tomadores de decisão comprometidos com o futuro do bioma amazônico.

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