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Ivan.Izquierdo foto.DiegoVara agenciaRBS in www.abc.org.brIvan.Izquierdo, pela foto de Diego Vara Agencia RBS (Fonte: www.abc.org.br)Faleceu nesta terça-feira, 9/2/2021, aos 84 anos, o professor Iván Antonio Izquierdo, médico e cientista argentino naturalizado brasileiro, professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Seu falecimento se deu em decorrência de complicações de uma pneumonia contra a qual lutava há alguns meses, segundo a imprensa nacional.

"A  neurociência brasileira perde um de seus pilares", declara a professora Grace Schennato de Moraes, do departamento de Fisiologia e Bioquímica do ICB, uma dos centenas de pesquisadores que tiveram a honra de ser orientados pelo "mestre", o qual orientou 108 teses e dissertações.

“Iván Izquierdo deixa um legado para várias gerações de cientistas”, afirma a doutora em Bioquímica pela UFRGS, lembrando que foi no ambiente de ciência promovido por Izquierdo que ela iniciou sua paixão pela neurobiologia da memória. Agora, essa paixão “se propaga pelos meus estudantes e os estudantes dos meus estudantes”, homenageia. Para Carlos Rosa, diretor do ICB, o professor Ivan Izquierdo foi uma grande referência na pesquisa e influenciou diversos trabalhos desenvolvidos no nosso Instituto.

Mestre Izquierdo

Nascido em Buenos Aires, em 1937, naturalizado brasileiro, Iván Izquierdo formou-se em Medicina em 1961, mudou-se para o Brasil no começo da década de 1970 , tentou carreira na Unifesp em 1975 mas, desde 1978, radicou-se em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cidade natal de sua esposa Ivone.

Pioneiro no estudo da neurobiologia da memória e do aprendizado, dentre seus trabalhos mais destacados, segundo a ABC, incluem-se a determinação “das bases moleculares da formação, evocação, persistência e extinção da memória no encéfalo dos mamíferos, a dependência de estado endógena e a discriminação funcional entre memórias de curta e de longa duração”.

Segundo seu currículo Lattes, ele “Demonstrou in vivo os principais mecanismos da formação, manutenção e evocação da memória em animais acordados”, tendo assim mostrado a separação funcional das memórias de curta e longa duração, como ocorre seu processamento paralelo em estruturas do cérebro como o hipocampo e a amígdala, além de determinar a regulação de sua extinção usando marcação sináptica. Suas descobertas contribuiram sobremaneira para desvendar os mecanismos bioquímicos e fisiológicos existentes no processo de formação e recuperação das memórias.

Reconhecido como um dos mais citados dentre os cientistas de todo o mundo, foi diretor e membro da Academia Brasileira de Ciências por 12 anos, além de membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Também era professor honorário das Universidades de Buenos Aires e de Córdoba. Desta última também era doutor Honoris Causa, título que também ostentava na Universidade Federal do Paraná.

Foi membro do Comité Editorial de 33 revistas internacionais e recebeu as comendas da Grã-Cruz da Ordem do Mérito Científico e a da Ordem de Rio Branco, além de dezenas de prêmios acadêmicos e honoríficos, como o Odol (Conicet 1965), TWAS (2005), Conrado Wessel (2008), Raíces (Conicet 2011), Almirante Álvaro Alberto (2011) e da Unesco para as Ciências da Vida (2017).

 

(Com informações da Wikipedia.com, Academia Brasileira de Ciências e Lattes.. Foto. Diego Vara / Agencia RBS / abc.org.br)

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