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Portal do Instituto de Ciências Biológicas - ICB Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  1. Mídia - Pesquisadoras brasileiras recebem prêmio da UNESCO sobre igualdade de gênero na ciência

    Para Mulheres na ciência

    Sete pesquisadoras brasileiras receberam neste mês (4), no Rio de Janeiro, o Prêmio Para Mulheres na Ciência, promovido pela UNESCO com a L’Oréal Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Iniciativa reconhece pesquisas nas áreas de Ciências da Vida, Química, Matemática e Física, com potencial de encontrar soluções para questões ambientais, econômicas e de saúde.

    A premiação também considera a trajetória profissional das candidatas em suas áreas de atuação. Em 2018, o concurso chegou a sua 13ª edição, que bateu recorde de participação. Foram 524 inscrições, 34% a mais que em 2017. Por meio de prêmios em recursos financeiros, a competição permite a mulheres cientistas dar continuidade às suas carreiras e projetos de pesquisa. Cada ganhadora recebe uma bolsa no valor de 50 mil reais.

    Saiba mais sobre as vencedoras

    É com a alimentação saudável que a pesquisadora Angélica Vieira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita ser capaz de resolver o problema global da resistência das bactérias aos antibióticos. Também em Minas Gerais, Jaqueline Soares faz nanotecnologia com uma matéria-prima abundante em Ouro Preto, a pedra-sabão. O objetivo é aperfeiçoar próteses ortopédicas e dentárias.

    Leia o restante da matéria em: Pesquisadoras brasileiras recebem prêmio da UNESCO sobre igualdade de gênero na ciência

    (Mídia é uma tentativa da ACbio de reunir notícias sobre o ICB)

  2. Café com Ciência: oportunidade descontraída de aprender

    café

    Ocorre no saguão do ICB, nos dias 17 e 18 de outubro entre 17h e 19h, a segunda edição do Café com Ciência. Evento coordenado por Rodolfo Giunchettim, professor do Departamento de Morfologia, pretende oferecer a oportunidade de aprendizado mais convidativa e relaxada que as tradicionais palestras.

    A ideia é trazer a atmosfera de cafeteria para dentro do meio acadêmico, criando-se um contexto favorável a discussões que aproximem a ciência do cotidiano das pessoas que não necessariamente são da área, afirma o coordenador.

    PROGRAMAÇÃO

    Nos dois dias em que o evento ocorre, os temas serão diferentes.

    Na quarta-feira, 17, a conversa gira em torno do “Impacto dos agrotóxicos em nossas vidas: é preciso esclarecer para se posicionar”, com o Dr. Érico da Gama Torres, da FUNDACENTRO-MG, e a Profa. Jandira Maciel da Silva, da Faculdade de Medicina/UFMG, responsáveis pela discussão.

    Vistos pela sociedade normalmente como um vilão, os agrotóxicos precisam ser melhor compreendidos e analisados. A ideia é ir além das informações básicas disponíveis no dia a dia para que o público possa desenvolver uma opinião mais crítica a respeito do assunto, principalmente por se tratar de um tema que afeta a todos tão diretamente.

    Já na quinta, 18, o Café aborda “O desafio da inclusão: estamos preparados para incluir?”. Debatendo esses temas, estão a Profª. Adriana Valladão e Abel Passos do Nascimento, ambos do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão/UFMG, a Profª. Teresa Cristina da Silva Kurimoto, da Comissão Permanente de Saúde Mental e o servidor Ricardo Fot, da Gerência de Infraestrutura do ICB.

    A inclusão da pessoa com deficiência, no contexto educacional e do trabalho, pressupõe mudanças nos espaços, nas relações, nos procedimentos e processos. Para a professora Adriana, que tem participado de atividades com foco em melhorar a inclusão da Universidade, essas mudanças demandam a participação dos diferentes atores envolvidos no processo de ensino aprendizagem e no processo de trabalho.

    O servidor Ricardo Fot menciona o evento como sendo uma oportunidade de falar da própria experiência e esclarecer dúvidas, pois muitas pessoas ainda não têm conhecimento a respeito da vida de pessoas com, deficiência, e o Café deve ser utilizado para responder o máximo de perguntas possível.

    “É necessário dirimir dúvidas e remover crenças tanto a respeito das capacidades das pessoas com deficiência, quanto explicar como tratar estas pessoas. É apenas através do conhecimento que podemos construir uma sociedade inclusiva”, conclui Abel Passos, do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão/UFMG.

    A PROGRAMAÇÃO COMPLETA do 4º Encontro que traz outras atrações culturais e científicas, está disponível no site do ICB

    Serviço:
    Café com ciência
    Data: 17 e 18 de outubro
    Horário: 17h às 19h
    Local: Saguão do ICB

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  3. IV Mostra Interativa do Instituto de Ciências Biológicas acontece na quinta-feira, 18

    IV mostra do ICBNo dia 18 de outubro o Instituto de Ciências Biológicas da UFMG vai realizar sua Mostra Interativa, evento aberto à comunidade externa, para apresentar uma parte do conhecimento produzido nessa Instituição de ensino - pública e gratuita.

    Com objetivo de promover a divulgação dos trabalhos desenvolvidos no Instituto, alunos da graduação, extensão e pós-graduação apresentam o resultado de seus estudos e pesquisas. O evento é gratuito, aberto ao público e acontece das 10h às 16h, no piso térreo do ICB.

    A Mostra apresenta atividades inovadoras, interativas e inclusivas com o objetivo de aproximar o público do ambiente científico da Universidade. Essa troca de experiências entre acadêmicos e visitantes acontece durante o 4° Encontro de Ciência, Ensino e Cultura do ICB, Sob o tema 'Saberes e práticas para reduzir as desigualdades'.

    A PROGRAMAÇÃO COMPLETA do 4º Encontro que traz outras atrações culturais e científicas, está disponível no site do ICB

    Mais informações: (31) 3409 2533 CENEX-ICB

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  4. UFMG leva Biologia e Saúde à estação são Gabriel, dia 17, 8h

    Estação São Gabriel

    No dia 17 de outubro, das 8h às 12h, a Estação do MOVE São Gabriel recebe o MoveMente, evento que faz parte do 4° Encontro de Ciência, Ensino e Cultura do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG.

    A atividade consiste em divulgar a ciência dos laboratórios do ICB para o público que circular pela estação nesse horário, devido a grande quantidade de pessoas que passam por lá diariamente.

    Segundo a professora Luciana Andrade, coordenadora do evento, a ideia consiste em apresentar exemplos simples e interativos para que os usuários das linhas de ônibus da região possam entender mais facilmente os conceitos que serão apresentados.

    O MoveMente pretende abordar temas como neurodegeneração, vírus e bactérias, ciclo menstrual, botânica, dentre outros.

    A PROGRAMAÇÃO COMPLETA do 4º Encontro, que traz outras atrações culturais e científicas,  está disponível no site do ICB.

    Mais informações: Cenex-ICB - (31) 3409 2533 / cenex [AT] icb [DOT] ufmg [DOT] br

    Confira as fotos da edição de 2016 no nosso Flickr

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  5. Pesquisador do ICB participa de mapeamento inédito, por estado, de espécies brasileiras de répteis

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    O Brasil é o terceiro maior celeiro de diversidade de répteis. Em todo o território nacional, já foram descritas 795 espécies, quantidade que situa o país atrás apenas da Austrália (1.057) e do México (942) – no mundo, são aproximadamente 11 mil espécies de répteis catalogadas. Esses dados constam do artigo Répteis do Brasil e suas unidades federativas: lista de espécies, de Henrique Caldeira Costa, recém-doutor em Zoologia pela UFMG, e Renato Silveira Bérnils, professor do Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

    Publicado na revista Herpetologia Brasileira, da Sociedade Brasileira de Herpetologia (SBH), o levantamento atualiza a lista de todas as espécies de répteis do Brasil. Em uma ação inédita, os pesquisadores também mapearam as espécies existentes em cada um dos 26 estados, além do Distrito Federal.

    A produção científica na área da taxonomia – ciência que busca descrever, identificar e classificar os seres vivos – é incessante. Por isso, uma lista de descrição das espécies deve ser atualizada periodicamente. “Desde 2005, quando a SBH publicou a primeira compilação dos répteis brasileiros, nove espécies, em média, foram descobertas por ano”, informa Henrique Costa.

    Para coletar os dados que compõem a nova lista de espécies de répteis brasileiros, os autores analisaram mais de mil descrições, revisões taxonômicas, inventários e notas de distribuição geográfica divulgados em publicações científicas, desde a última atualização, em 2015.

    De acordo com o pesquisador, a lista concentra informações de várias pesquisas em um só lugar, e a inclusão do mapeamento por estados possibilita estudos mais regionalizados. Segundo Henrique Costa, a lista se transformou em referência para pesquisadores, consultores ambientais, organizações públicas e privadas e é citada principalmente em inventários e estudos de impacto ambiental.

    Exclusivas do Brasil

    De acordo com o estudo, no Brasil são conhecidas 36 espécies de cágados, tartarugas e jabotis, répteis que pertencem à ordem dos Testudines, por terem o corpo recoberto por carapaças. Da ordem Crocodylia – grandes répteis semiaquáticos com corpo revestido por grossas escamas – foram descritas apenas seis espécies de jacarés. As outras 753 espécies são da ordem Squamata – répteis com o corpo escamado. Desse grupo, 405 espécies são de serpentes, 276, de lagartos, e 72, de anfisbenas, popularmente chamadas de cobras de duas cabeças.

    Das 795 espécies descritas, quase metade é endêmica, ou seja, ocorre apenas nos ambientes naturais do território brasileiro. No caso dos jacarés, informa Costa, nenhuma espécie encontrada no Brasil é endêmica. Em relação aos cágados, seis espécies são exclusivas do país, como o cágado-de-hogei (Mesoclemmys hogei), que vive na região da bacia do Rio Paraíba do Sul e está ameaçado de extinção.

    Na ordem com maior número de espécies descritas – a Squamata – são endêmicos 40% das serpentes, 53% dos lagartos e 76% das anfisbenas. “Além de concentrar importante diversidade de répteis, o Brasil possui número significativo de endemismos”, resume Henrique Costa.

    Abundância

    Das 27 unidades federativas, a mais rica em espécies de répteis é o Mato Grosso, com 298. Alguns fatores que influenciam a distribuição das espécies são a extensão territorial, a diversidade de biomas e o clima. “O Mato Grosso é o terceiro maior estado em área e conta com três biomas distintos, a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal. Tem clima mais quente, fisiologicamente mais propício para a sobrevivência dos répteis”, justifica Costa.

    Curiosamente, estados com grandes territórios como Roraima, Piauí e Ceará têm riqueza de répteis próxima à do Distrito Federal (DF), a menor unidade federativa do país. “Isso ocorre porque são estados com grande potencial, mas com poucos estudos amostrais nessa área. Neles, ainda há muitas espécies a serem descobertas”, diz o autor do estudo.

    Como identificar um réptil

    Para identificar uma espécie, o taxonomista observa se as ­características do réptil coletado são similares às de alguma espécie já reportada pela ciência. Várias características morfológicas são analisadas: tamanho de suas estruturas anatômicas, o número, o formato e a coloração de suas escamas. Caso haja material com o DNA preservado, o pesquisador pode se valer de análises genéticas.

    Os centros de pesquisas taxonômicas reúnem coleções de espécies devidamente documentadas e preservadas, além de um sistema de empréstimo colaborativo entre eles, de forma a possibilitar estudos comparativos. A UFMG participa dessa rede por meio da coleção de répteis do Centro de Coleções Taxonômicas, que reúne aproximadamente três mil exemplares.

    Se confirmar que as características do animal estudado não coincidem com as de alguma espécie conhecida, o taxonomista deve descrever seus achados em artigo.

    Artigo:Répteis do Brasil e suas unidades federativas: lista de espécie
    Autores: Henrique Caldeira Costa e Renato Silveira Bérnils

    (Boletim UFMG 2.035)

    *Imagem: Pixabay

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