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 Economize.POSTA Congregação e a Diretoria do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG iniciaram uma campanha de conscientização para a – ainda mais extrema - necessidade de economia de energia elétrica no âmbito da instituição. O motivo é o Alerta de Emergência Hídrica, emitido pelo Sistema Nacional de Meteorologia (SNM).

Atuando em conjunto com instituições federais de meteorologia, sob coordenação dos institutos nacionais de Meteorologia (INMET/MAPA) e de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM/MD), o SNM chama a atenção para o fato de que o menor volume de chuvas na região da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná (Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná), nos conduziu a um longo período de seca, previsto para voltar a se normalizar em outubro de 2021.

Considerando que a região reúne quase 35% da população brasileira e que cerca de 70% da energia nacional é gerada em hidrelétricas, essa crise hídrica pode levar a uma crise energética potencialmente grave no país. Os reservatórios de hidrelétricas das regiões sudeste e centro-oeste, que concentram a maior demanda de energia elétrica do Brasil, chegaram ao final de maio com o armazenamento médio mais baixo para o mês de maio, desde 2001, quando, ainda no governo do presidente Fernando Henrique, o Brasil viveu um período conhecido como “Apagão”.

A Campanha do ICB, portanto, retoma a recomendação: “Economize Energia Elétrica – e água também!”

promoçãoA ideia é promover o consumo responsável. Além da continuidade do processo de instalação de mais sensores de presença; regulagem, aferição ou troca de equipamentos antigos, como geladeiras, ou lâmpadas, por modelos de tecnologias mais econômicas, com certificação; além da adoção de hábitos como apagar luzes durante o dia e desligar equipamentos não utilizados; ar condicionado apenas para aplicações profissionais imprescindíveis e não para conforto; configuração de computadores no modo de economia de energia, para desligamento automático, inclusive o monitor; dentre outras possibilidades.

Além dos meios eletrônicos, a campanha interna do ICB também vai promover a afixação de cartazes pelo prédio, incluindo campanhas educativas de outras organizações, como a Cemig.

ENERGIA SOLAR E ÁGUA

Desde janeiro de 2021 a UFMG iniciou a instalação de sua própria minirrede de energias alternativas, que prevê a instalação de usinas fotovoltaicas nos Centros de Atividades Didáticas (CAD) 1, 2 e 3, cada um deles capaz de gerar 500 kWp de potência. Segundo notícia do Boletim UFMG, da jornalista Tereza Sanchez, o projeto de pesquisa e desenvolvimento institucional Oásis “prevê a geração de aproximadamente 15% da potência necessária para abastecer o campus Pampulha e, associada à migração para o mercado livre de energia, deverá reduzir em até 50% os gastos com a conta de luz”. “Em relação aos recursos hídricos, a Comissão Permanente de Gestão Energética, Hídrica e Ambiental da UFMG está desenvolvendo projeto de Pesquisa e Desenvolvimento Institucional (PDI) para o campus Pampulha, responsável por 80% do consumo de água”, adiantou a notícia do Boletim.

PANDEMIA

E, embora não diretamente ligado, é bom lembrar que a pandemia não acabou e as medidas de biossegurança continuam extremamente necessárias: use máscara - corretamente, fique a uma distância segura de outras pessoas, higienize as mãos. Para saber mais, leia o Guia de Sobrevivência na Pandemia, do Departamento de Microbiologia do ICB UFMG (@micro).

Chuvas.Out2019 Abril2021.mensal

“Temos de nos atualizar. Tomar consciência dos graves limites que já enfrentamos ­ ameaça de mudanças climáticas, crise generalizada nos recursos hídricos, desertificação e perda de solo, redução da biodiversidade, uso excessivo de recursos naturais (mais de 40% além da capacidade de reposição da biosfera), superprodução de lixo (mais de 2 milhões de toneladas diárias só de resíduos domésticos) e falta de solução para o problema. Tudo isso num quadro em que a população do mundo multiplicou-se por quatro em um século e, ainda, aumentará mais 2,5 bilhões de pessoas nos próximos 50 anos”. 

"Fragmento de "A energia e os bodes expiatórios", publicado no jornal O Estado de SP (18/5/2001), por Washington Novaes, jornalista e ex-secretário de C&T e Meio Ambiente do Distrito Federal.

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