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Em razão do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Rede Mineira de Comunicação Científica (RMCC), da qual o ICB faz parte, ofereceu a grandes veículos de imprensa um levantamento estatístico feito pelas próprias universidades de nosso estado, com o intuito de promover o debate acerca da representativade das mulheres em diferentes aspectos da vida acadêmica.

Além do número de mulheres na graduação, na pós e na pesquisa, também a quantidade de pesquisadoras detentoras de bolsas de produtitividade no CNPq. Os dados da UFMG foram levantados pela equipe do professor Carlos Basílio Pinheiro, diretor de Produção Científica da Pró-reitoria de Pesquisa da UFMG. Colaborou também à Pró-reitoria de Pós-graduação. 

Produção UFMGpor sexo.8MAR2021Os números da UFMG mostram que, com exceção do total de docentes (45%), o perfil da comunidade acadêmica apresente predomínio de mulheres: na pós-graduação (56%), na graduação (53%) e no corpo técnico (59%).

Cruzando-se dados das plataformas Lattes e SOUL/PRPq, foi possível observar que houve aumento do número de trabalhos produzidos com contribuição de mulheres. Em 2010, na UFMG os trabalhos com pesquisadoras era ligeiramente abaixo da produção sem participação de mulheres (2%), marcado em verde, no quadro "Produção UFMG por Sexo" (ao lado). Já em 2020 esse número praticamente se igualou. "Importante ressaltar que o número de docentes mulheres em 2020 ainda é cerca de 10% menor que o de docentes homens", chama a atenção o texto do estudo.

Participaçao.Mulher.100.publicacoesPara detectar a contribuição de mulheres nos trabalhos mais impactantes da UFMG, a equipe da PRPq fez uma busca nas principais bases de dados internacionais (SCOPUS e Web of Science) em busca de autores afiliados à UFMG em 100 dos trabalhos mais citados da UFMG, no período de 1965 e 2019. As mulheres participaram de 49 desses trabalhos (35%). Há  maior concentração de autoras nas áreas Biológicas e da Saúde, sendo o aumento considerável de mulheres na autoria dos trabalhos observado a partir do final da década de 90.

Mulheres.100.publicações. maisA boa notícia é que a participação de mulheres nas pesquisas realizadas no ICB é maior mesmo dentre as Unidades de Saúde da UFMG. Três vezes maior se comparadas as obras mais citadas do Instituto e da Faculdade de Medicina, subindo progressivamente para índices maiores em comparação com os artigos da Enfermagem e demais Unidades mais citadas da UFMG, segundo o estudo da Pró-reitoria de Pesquisa.

 

PESQUISADORAS COM BOLSA

O estudo também revela que, na UFMG, quando se observa o número total de bolsas de produtividade em pesquisa da UFMG por sexo, a PRPq informa que 64% são ocupadas por homens e apenas 39% por mulheres. Se comparados os números de bolsistas mulheres em 2010 e em 2020, os números revelam uma "evolução do total de bolsistas do nível 1, sendo a nível 1C aquele que apresentou maior crescimento no período". Isso signigica que o número de bolsistas mulheres - em relação ao total - passou de 30% em 2010 para 45% em 2020. As bolsistas são mais numerosas nas áreas de saúde (56% do total de bolsas) e Linguística, Letras e Artes (51% do total de bolsas) que os homens.

Já quando a questão se refere ao papel de liderança de grupos de pequisa, na UFMG, "no período entre 2007 – 2020 nota-se que o número de mulheres teve um aumento expressivo". Em 2007 esse percentual correspondia a aproximadamente 38% do total de lideranças, passando para cerca de 50% em 2020. Ponderando o fato de que "houve uma acréscimo de 120 líderes (255 em 2007 para 375 em 2020), isso representa um crescimento aproximado de 59%", em período de 13 anos.

Reprodução.Bom.Dia.BRNA MÍDIA

Juntando os dados da UFMG com os das outras universidades de Minas participantes da iniciativa da RMCC, o jornal Bom Dia Brasil desta segunda, 8 de março de 2021, trouxe matéria, produzida pelo jornalista Pedro Tavares, que estrevistou as professoras Leda Quércia, do Departamento de Bioquímica e Imunologia do ICB UFMG e a professora Marlise Matos, do Departamento de Ciência Política da UFMG e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem). Da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) a convidada foi a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, professora Mônica Ribeiro de Oliveira. Elas comentaram suas experiências e as consequências dessa discriminação, ainda existente, embora percebam alguma melhoria nos últimos anos.

PARA ASSISTIR - BOM DIA BRASIL - CLIQUE AQUI OU NA IMAGEM AO LADO

 

Reprodução.G1No mesmo dia o Portal de Notícias G1, da Globo, trouxe outra matéria, da jornalista Thaís Pimentel, mostrando que as mulheres representam 53% das bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Para discutir esse feito à luz de histórias de superação, ambas as entrevistadas convidadas foram do ICB: as professoras Santuza Teixeira, do departamento de Bioquímica e Imunologia, e Viviane Alves, do departamento de Microbiologia. De acordo com Santuza, a medida que as cientistas avançam na carreira, o percentual de mulheres vai caindo "drasticamente, chegando a apenas 17% do total dos membros titulares da Academia Brasileira de Ciência, ao qual ela própria se integrou a partir de 2020", informa o texto.

Além das questões de gênero, Viviane Alves trouxe ao debate outro preconceito que também compõem a cultura brasileira - o racismo velado -, que soma ainda mais desafios para o desenvolvimento da mulher na ciência. “Por ser negra, escuto que não tenho cara de professora da UFMG, não tenho cara de cientista". Atiualmente ela é cientista e divulgadora científica, sendo responsável pela produção do podcast MicroBios e do @MicroUFMG, que publica informações cientiíficas relacionadas à covid19 em redes sociais.

A notícia do Portal foi comentada também durante matinal Bom Dia Minas.

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REDE MINEIRA

A ideia dos membros da RMCC é tanto aperfeiçoar seu trabalho a distância e em rede, quanto, principalmente, também contribuir para fortalecer a imagem das entidades de ensino e pesquisa do nosso estado no cenário científico nacional.

Pesquisadores interessados em sugerir outros temas de pesquisa comuns entre diferentes centros mineiros podem enviar email para a assessoria de imprensa de sua Organização. No ICB, podem ser enviadas para .

 

 

 

 

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