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O trabalho tem um forte componente social. Relacionamento é algo que exerce enorme força, tanto na prevenção do estresse quanto nas agruras que o trabalho constrói no nosso dia-a-dia e em torno de nós. Confiança, respeito, responsabilidade, são alguns valores que têm uma grande importância. No serviço público isso se dá da mesma forma.

Muito influenciado pelo conceito de qualidade da prestação de serviços, a percepção que o usuário tem do processo de nosso atendimento parece ser ainda maior do que ele mesmo teria em outros setores produtivos.

Considerando que nós, servidores, também somos clientes uns dos outros, nos parece evidente que a expectativa pela maior ou melhor qualidade do atendimento não seja só da Instituição, mas de todos nós. Um viés nessa leitura, entretanto, é que, de modo geral, a preocupação das instituições com os trabalhadores está focada predominantemente na garantia da produtividade.

Este modelo, porém, vem mostrando sinais de falência na garantia de bem-estar dos trabalhadores e exige um posicionamento de ambas as partes. O ICB UFMG compreende o desafio e, apesar da realidade dizer em contrário, quer seguir um caminho humanizado, mas com os pés no chão.

O resultado do atendimento pode ser muito comprometido pelo ambiente organizacional, pela ausência de planejamento ou métodos de trabalho pré-estabelecidos, ou pelo excesso de atividades, além de outros aspectos gerenciais, como o dimensionamento da força de trabalho e a adequação do servidor à atividade.

Logo, a avaliação da qualidade do trabalho está intimamente relacionada a alguns aspectos circunstanciais, tais como a necessidade que o usuário/cliente interno tem daquele serviço, vivências anteriores e até mesmo o perfil do usuário. Isso tudo gera estresse, desânimo, baixa autoestima, sensação de inadequação e conflitos interpessoais. Numa leitura otimista, aspectos que envolvem o complexo processo de viver.

A preocupação com a qualidade de vida no trabalho deve se tornar uma ferramenta gerencial efetiva e não apenas mais um modismo passageiro. "Ela só faz sentido quando deixa de ser restrita a programas internos de saúde ou lazer e passa a ser discutida em um sentido mais amplo, incluindo a qualidade das relações de trabalho e suas consequências na saúde das pessoas e da organização", afirma o pesquisador Anselmo Ferreira Vasconcelos (2001).

Há que se considerar, ainda, três aspectos sobre o trabalho e seu impacto na saúde do trabalhador: o trabalho como fonte de prazer; o trabalho como fonte de doenças, incapacidades e morte; o trabalho como promotor da saúde. Esses se entrelaçam em um continuum gerando fontes de bem-estar e/ou mal-estar. Neste sentido, entende-se que a promoção à saúde do trabalhador ancora-se tanto nas ações institucionais quanto nas individuais.

Organizações inteligentes tendem a buscar novos princípios, metodologias e ferramentas primando ainda pela segurança e pela qualidade de vida no trabalho. Consciente da importância do fator humano no avanço da qualidade do trabalho, o ICB tem oferecido uma série de oportunidades voltadas para a elevação da qualidade de vida de seus servidores, tais como pilates, meditação guiada e, agora, yoga. Porém acreditamos que estas iniciativas sejam incipientes se não conversarmos sobre o tema da qualidade de vida e do trabalho, com um maior entrosamento entre os servidores e funcionários. Afinal, sabe-se, há muito, que uma equipe bem entrosada produz melhor, mais rápido e com maior leveza e qualidade.

Agora, nessa coluna, queremos debater com você aspectos que possam contribuir mais um pouco para encontrarmos (juntos) caminhos ou novas perspectivas de soluções para uma melhor qualidade de vida no trabalho ou mesmo para a vida pessoal.

O avanço da inovação no modo de trabalho tem forte relação com a cultura da instituição. A UFMG, enquanto local de trabalho e também responsável pela saúde dos seus trabalhadores, deve integrar as dimensões técnicas e políticas na adoção de ações promotoras de bem-estar no trabalho, de forma que a eficiência e a eficácia dos processos de produção sejam possíveis em um ambiente saudável de produtividade.

Aspectos tais como estilo de gestão das chefias, visão sistêmica dos servidores e a adoção de processos que levem à melhoria contínua do trabalho podem apontar uma saída para uma melhor qualidade de vida . Sempre com respeito às diferenças, valorizando a iniciativa e a proatividade. Estes são, a nosso ver, alguns aspectos para refletirmos e buscarmos formas de fazer diferente o nosso trabalho e cuidar das relações interpessoais no trabalho: envolvendo-se com o outro. Lembrando que o "outro" deve ser visto como ser humano único que pode passar pela dor e a delícia de ser o que é.

E você? O que pensa sobre esse assunto?

 

 Por Cláudia Mendonça, Kéllen Freitas e Marcus Vinicius dos Santos

 

 

Mande sua sugestão para  e seu artigo opinativo (com até 1000 caracteres) poderá ser publicado nas mídias do ICB UFMG.

 

Este artigo integra a edição de julho (#23) do Jornal Somos ICB, veículo de integração interna, cujo objetivo é promover a reflexão sobre questões relevantes para a melhoria contínua do trabalho e da qualidade de vida. Se você é servidor do ICB, envie sua sugestão de texto para esta coluna.

 

 

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