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Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e do Departamento de Física do ICEx desenvolveram equipamento portátil capaz de realizar diagnóstico rápido de doenças. A tecnologia, que identifica patógenos em amostras por meio de nanossensores, está sendo utilizada pela Escola de Veterinária para identificação de leucemia em gatos. Assista ao vídeo sobre a inovação produzido pela TV UFMG.

Os biossensores foram criados com o uso da nanotecnologia. Nanobastões de ouro são colocados em uma solução, e neles é aplicada uma molécula – o antígeno de uma doença, por exemplo. Quando entra em contato com moléculas de diagnóstico (presentes nas amostras de sangue, urina ou saliva, por exemplo), o dispositivo é capaz de detectar se houve um aumento do tamanho do nanobastão. Esse aumento significaria, nesse caso, que o anticorpo da doença se conectou ao antígeno, revelando um resultado positivo.

Tecnologia nacional

Na Escola de Veterinária da Universidade, o professor Jenner Reis e a equipe do Laboratório de Retroviroses estão utilizando o dispositivo para identificar o vírus da leucemia felina. O diagnóstico é feito por meio de um material importado – o que eleva o custo do exame. Com a plataforma desenvolvida na UFMG, baseada em tecnologia nacional, o custo é menor e o resultado, mais rápido e eficiente, segundo Jenner.

Para o professor Ary Corrêa, do ICB, um dos coordenadores de estudo, a
plataforma facilita o processo de diagnóstico porque pode ser facilmente transportada e dispensa a presença de um laboratório. Os resultados podem, ainda, ser compartilhados por rede, uma vez que a tecnologia é controlada manualmente por um aplicativo instalado em smartphones.

Ficha técnica: Renato Temponi (produção e reportagem), Antônio Soares e Ravik Gomes (imagens), Kennedy Sena (edição de imagens) e Pablo Nogueira (edição de conteúdo).

 

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