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O Brasil é um dos países com o maior número de pessoas infectadas com o vírus HTLV (vírus linfotrópico da célula T humana) em todo o mundo. Embora descoberto há mais de 30 anos, ainda é pouco conhecido pela população em geral e até mesmo pelos profissionais de saúde, o que leva à dificuldade de diagnóstico e, consequentemente, a uma maior proliferação do vírus.

O HTLV, no entanto, requer bastante atenção. O vírus pode causar doenças graves, como a mielopatia (doença neurodegenerativa que provoca fraqueza nas pernas, causando dificuldades para andar, podendo levar à paralisia nos casos mais graves) e a leucemia (câncer que ocorre na formação das células sanguíneas, dificultando a capacidade do organismo de combater infecções).

De acordo com a professora do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, Edel Stancioli, o vírus HTLV é considerado uma infecção negligenciada no mundo.

“Não há aporte financeiro para a pesquisa e não há uma resposta coordenada de saúde pública, ou seja, não há tratamento uniforme para os portadores do HTLV. Muitas vezes o paciente é triado, mas não se fecha o diagnóstico porque as áreas afetadas podem ser variadas. Além disso, temos poucos Centros de Referências para tratamento do portador. Sem investimentos não conseguimos avançar nas pesquisas e muitas informações sobre o HTLV ainda são desconhecidas. E essa é a realidade que precisamos mudar. Num futuro próximo, esperamos conseguir desenvolver vacinas terapêuticas para tratar as pessoas”, afirma.

Leia o restante da matéria em: Vírus HTLV não tem cura e exige maior atenção para evitar doenças

(Mídia é uma tentativa da ACbio de reunir notícias sobre o ICB)

*Imagem: Wikimedia Commons

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