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Pintada de azul, verde e amarelo, uma aranha armadeira deu destaque à publicação da equipe brasileira (Journal of Urology 2015, in pres) na Nature Reviews Urology. A grande novidade do artigo, coordenado pela professora Maria Elena de Lima, do departamento de Bioquímica e Imunologia do ICB, foi mostrar uma forma não tóxica de melhorar a ereção.

Fruto de um estudo sobre os efeitos da picada da aranha armadeira (Phoneutria nigriventer) que vem sendo realizado há cerca de oito anos, a pesquisa mostrou que foi possível sintetizar um modelo de medicamento eficaz a partir de uma molécula mais simples chamada PnPP-19, que contém 19 aminoácidos em vez dos 48 presentes no peptídeo do veneno.

Testes em roedores comprovaram que a redução da cadeia de aminoácidos não alterou o efeito potencial da ereção. “Devido a sua toxicidade, se usássemos o peptídeo inteiro, obtido do veneno, seriam observados efeitos colaterais no sistema nervoso e no coração”, afirma a professora Maria Elena (Foto 2), que destaca a importância do estudo da nossa biodiversidade para a produção de novos medicamentos.

E para quem estiver pensando em procurar uma armadeira no quintal de casa, ela adverte que a picada da aranha é dolorosa e traz sérios riscos para a saúde.

Para diminuir ainda mais a possibilidade de algum efeito indesejado, uma pesquisa do mesmo grupo, em colaboração com a Faculdade de Farmácia da UFMG, trabalha na produção de um “adesivo” para aplicação local da substância. Segundo Maria Elena, com esse tipo de aplicação, tópica, a dose ingerida pelo organismo é menor e, portanto, mais segura.

Mulher também
Ensaios preliminares mostraram uma dilatação no tecido erétil de fêmeas de camundongo, a partir do uso do medicamento sintetizado. “Isso porque o tecido erétil embrionário dos órgãos sexuais é comum”, afirma a professora Maria Elena, que avalia a possibilidade de que o medicamento possa ser usado também por mulheres.

Poder analgésico
O peptídeo sintético (PnPP-19) mostrou que também tem propriedades analgésicas, ao contrário da toxina da ereção, que causa dor. Este trabalho encontra-se em fase de submissão para publicação e também já gerou um depósito de patente.


Clique aqui para ler o artigo


Crédito das imagens: Ilustração reproduzida do artigo da Nature Reviews Urology. Foto de Foca Lisboa, Cedecom/UFMG.



CONTATOS SOMENTE PARA A IMPRENSA:
Profa. Maria Elena de Lima Perez Garcia - Lab. de Venenos e Toxinas Animais.
Instituto de Ciências Biológicas da UFMG
Departamento de Bioquímica e Imunologia
(31) 3409 2659 / 2638 -

 

 

 

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