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novosinctDivulgação institucional feita pelo CNPQ

Lista final dos novos INCT, publicada pelo CNPQ nesta quinta-feira, 22 de dezembro de 2022, inclui mais dois novos projetos do ICB UFMG. Agora são seis.

O Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) incluiu os projetos dos professores Carlos Augusto Rosa (Microbiologia) e Carlos Delfin Chavez Olortegui (Bioquímica e Imunologia), entre os 58 novos Institutos de pesquisa que devem entrar em operação ainda no começo de 2023. Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq MCTI), há outros 104 já em atividade.

Os dois novos INCT do ICB serão voltados, respectivamente, para a pesquisa e inovação nos campos das “Leveduras” e dos “Venenos e Antivenenos”. Eles se unem aos três outros aprovados na chamada 58/2022,  anunciados na lista preliminar, publicada em 25 de novembro, voltados para os estudos sobre “Biodiversidade”, “Poxvírus” e “Nanobiofarmacêutica” (Veja noticia relacionada em www.icb.ufmg.br).

Também teve continuidade garantida o INCT dirigido aos estudos sobre a Dengue, constituído em 2009, e que tem como coordenador o professor Mauro Maritns Teixeira (Bioquímica e Imunologia), e como vice-coordenadora a professora Daniele da Glória de Souza (Microbiologia).


Ao todo, o ICB passa a ter seis centros de pesquisa nessa modalidade estratégica.


DESENVOLVIMENTO NACIONAL

O site do CNPq informa que o objetivo do Programa é articular e agregar os melhores grupos de pesquisa de excelência em áreas estratégicas e na fronteira do conhecimento para o desenvolvimento sustentável do Brasil, em nível competitivo internacionalmente. Os INCTs também promovem a ampliação de temas e áreas estratégicas para o país.

Segundo o diretor da Unidade, professor Ricardo Gonçalves, um momento de muito orgulho, considerando a realidade atual. Ele parabenizou os professores, técnicos-administrativos e estudantes “envolvidos neste trabalho tão importante, e que coloca o ICB mais uma vez com enorme protagonismo no cenário científico brasileiro”. O diretor também destacou a criação do Centro Nacional de Vacinas da UFMG, onde o protagonismo na tecnologia e desenvolvimento de vacinas para o Brasil e para o mundo conta com três professores do ICB dentre os quatro envolvidos diretamente na coordenação do projeto.

Conheça um pouco das duas iniciativas.

INCT leveduras

Carlos Rosa e Ana Raquel de Oliveira Santos.Biologa da ColeçãoCarlos Rosa e Ana Raquel de Oliveira Santos.Biologa da Centro de Coleções Taxonômicas do ICB UFMG, que integram o INCT Leveduras - Arquivo PessoalO INCT leveduras: Biodiversidade, preservação e inovações biotecnológicas é coordenado pelo professor Carlos Augusto Rosa, do departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, ex-diretor da Unidade. Sua missão é aprofundar conhecimentos, mas também preservar e utilizar - de forma sustentável - as leveduras da biodiversidade brasileira.

“Estes microrganismos são os mais utilizados pelo homem em biotecnologia, com receitas de trilhões de dólares anuais”, explica o pesquisador, destacando ainda que a fermentação de açúcares a etanol, e outros produtos do metabolismo, faz das leveduras verdadeiras biofábricas para gerar bioinovação.

Ele destaca que Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica são hotspots, ou seja, são regiões geográficas que possuem uma grande diversidade ecológica e onde a intensa ação humana cria um risco enorme de extinção. Isso, por sua vez, ameaça também o desenvolvimento do conhecimento e a conservação destes biomas.

A Caatinga, as Florestas de Araucária e os campos têm a diversidade microbiana pouco explorada. “Nossa proposta envolve realizar o maior inventário de leveduras nestes biomas, com foco na descrição de novas espécies e a preservação ex-situ, ou seja, a conservação fora do lugar de origem”, esclarece o professor. Segundo ele, o conhecimento do perfil metabólico e genético destes microrganismos, aliados à utilização dos mesmos para gerar bioinovação são também aspectos relevantes do novo INCT.

E a meta estabelecida é ambiciosa: acrescentar cerca de 10% de novas espécies ao número conhecido mundialmente. Para tanto, as espécies novas encontradas terão os genomas sequenciados e depositados em bancos de dados públicos. Os isolados de leveduras terão o perfil metabólico determinado, focando em características metabólicas de interesse, por meio de testes automatizados feitos em larga escala (high-throughput screening).

Rosa destaca ainda que as linhagens produtoras de aromas únicos serão testadas na produção de cervejas e kombucha, bebidas cujo número de produtores tem aumentado de maneira exponencial. “Desta forma, pretendemos obter produtos e processos que serão disponibilizados para o setor produtivo”, adianta. Os inventários de biodiversidade, com mapas de distribuição das espécies nos biomas, poderão auxiliar nas políticas para a preservação da biodiversidade microbiana brasileira.

INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS NO INCT LEVEDURAS
Executora/Sede: Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais – ICB UFMG

Instituições colaboradoras
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Universidade Federal de Viçosa - UFV, Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, Universidade de São Paulo - USP, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Universidade Federal do Tocantins - UFT, Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB.

INCT Inovatox

Carlos DelfinCarlos Délfin, ao centro, de camisa branca, cercado de parte de sua equipe: jovens e maduros cientistas - Arquivo pessoalCoordenado pelo professor titular Carlos Delfin Chávez Olórtegui o INCT em Venenos e Antivenenos: Inovatox, tem como vice-coordenador o professor Jader dos Santos Cruz, ambos do departamento de Bioquímica e Imunologia do ICB UFMG. Seu objetivo é criar um ecossistema de pesquisa capaz de propor soluções inovadoras e aplicáveis para problemas relacionados ao envenenamento por animais peçonhentos no Brasil. Desta forma, será possível criar um núcleo voltado para o conhecimento científico e a inovação em Toxinologia.

Segundo o professor Carlos Delfin, “espera-se possibilitar que professores e pesquisadores doutores sejam capacitados em usar novas ferramentas biotecnológicas na fronteira do conhecimento”.  A ideia é produzir e caracterizar toxinas nativas ou recombinantes de peçonhas, realizar a cartografia epitópica e produção de antígenos quiméricos multiepitópicos, permitindo o desenvolvimento de uma nova geração de imunobiológicos baseados em anticorpos policlonais, monoclonais e recombinantes específicos.

A partir do conhecimento gerado e das relações estabelecidas através do fomento ao qual este INCT passará a ter acesso, a ideia é melhorar o tratamento de vítimas de envenenamento, uma vez que haverá melhor entendimento da patofisiologia do envenenamento, assim como um diagnóstico mais preciso, que possibilitará a administração da terapia adequada. Essa terapia, por sua vez, poderá ser baseada em métodos de ação mais eficiente e de formas de produção mais sustentáveis, garante o pesquisados.

Enfim, a proposta tem por fundamento a caracterização de toxinas, de imunidade e resistência inata ou adquirida, de processos de envenenamento, diagnóstico, bioprospecção, e resposta terapêutica, além da conscientização da importância científica e social da Toxinologia.

A ideia é consolidar grupos de competência científica-docente reconhecida, abrangendo o comprometimento na formação de jovens pesquisadores, contemplar a inovação, o desenvolvimento de produtos e processos, difundir conhecimento, estreitar o vínculo e apoiar centros emergentes nas diferentes regiões do País, com a colaboração de núcleos internacionais.

Composta por 113 jovens pesquisadores, a equipe tem experiência comprovada e maturidade para estabelecer parcerias com Indústrias químicas e farmacêuticas brasileiras ou estrangeiras. A presença de três laboratórios públicos produtores de antivenenos de reconhecida qualidade nacional e internacionalmente na proposta estreita o caminho para a pesquisa translacional, fazendo com que a estruturação deste INCT seja uma importante iniciativa para que o conhecimento científico se traduza em melhorias para a Saúde pública com mais celeridade.

INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS NO INCT INOVATOX
Executora/Sede: Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais – ICB UFMG

Instituições colaboradoras
Instituto Federal de Minas Gerais - Campus São João Evangelista - IFMG MG, Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, Instituto Vital Brazil – IVB, Fundação Ezequiel Dias – Funed, Universidade Federal do Pará - UFPA, Universidade Federal do Paraná - UFPR, Universidade do Extremo Sul Catarinense - Unesc, Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, Universidade Federal da Bahia - UFBA, Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos - CPPI, Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado - FMT-HVD.

Instituições colaboradora estrangeiras
Université Paris Saclay - UPSaclay, Universidad Nacional Mayor de San Marcos - UNMSM, CNRS Délégation Languedoc-Roussillon - CNRS, Albert Einstein College of Medicine - EINSTEIN, Imperial College London - South Kensington Campus - ICL, Centro para el Desarrollo de la Investigación Científica - CEDIC, Universidad Pablo de Olavide - UPO, Icahn School of Medicine at Mount Sinai - New York City – ICAHN.

 

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