CÉLULAS TRONCO

 O que são?

São células que possuem a capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras e a outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Por esse motivo as células-tronco são importantes, principalmente na recuperação de tecidos danificados por doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes tipo-1, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas da medula espinhal e nefropatias. 

                            

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 Existem dois tipos de células-tronco:

 Podemos diferenciar as células-tronco  em adultas e embrionárias.

As adultas são obtidas de tecidos não embrionários, retiradas do próprio paciente, que por esse motivo apresentam menor risco de rejeição. Têm a capacidade de se regenerar e de se diferenciar nos vários tipos celulares que compõe os tecidos de onde foram retiradas; por isso são ditas multipotentes. São encontradas em vários locais do corpo como cordão umbilical, medula óssea, sangue, fígado, placenta e líquido amniótico. Sendo que as mais utilizadas na terapêutica são retiradas da medula óssea, da placenta e do cordão umbilical.

As embrionárias são extraídas de embriões e acredita-se que elas podem se transformar em qualquer outra célula do corpo. Por isso possuem maior chance de rejeição ou até maior probabilidade de originarem tumores, em relação às células-tronco adultas. 

 Como as células embrionárias podem dar origem aos vários tipos celulares que compõe o corpo?

Acredita-se que durante o desenvolvimento do embrião humano uma complexa rede de sinalizadores físicos e químicos atuem a nível molecular induzindo à diferenciação e proliferação celular, de forma harmônica e ordenada, gerando, assim, os tecidos e órgãos para os quais elas foram geneticamente programadas.            

                            

                                   Células tronco embrionárias

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 Quanto a sua classificação, podem ser: 

Totipotentes: células que são capazes de se diferenciar em todos os tecidos que formam o corpo humano, incluindo a placenta e anexos embrionários. As células totipotentes são  encontradas nos embriões nas primeiras fases de divisão, isto é, quando o embrião tem até 16 a 32 células, correspondendo a 3 ou 4 dias de vida;

 Pluripotentes ou multipotentes: células capazes de se diferenciar em quase todos os tecidos humanos, excluindo a placenta e anexos embrionários, ou seja, de 32 a 64 células; aproximadamente a partir do 5º dia de vida; fase de blastocisto do embrião;

Oligotentes: células que se diferenciam em poucos tecidos;

Unipotentes: células que se diferenciam em um único tecido.

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             As células-tronco embrionárias para fins terapeuticos podem ser retiradas de clones terapêuticos e de embriões descartados (inviáveis para implantação e congelados nas clínicas de reprodução assistida).

 Mas em que consiste a técnica de clonagem terapêutica? 

É uma técnica na qual se utiliza a manipulação genética para a formação de embriões. Esta técnica consiste na transferência do núcleo da célula já diferenciada, de um adulto ou de um embrião, para um óvulo sem núcleo, com conseqüente divisão celular e formação de um clone. Na fase de blastocisto, embrião com 32 a 64 células,  as células-tronco são retiradas para diferenciação, in vitro, dos tecidos que se pretende produzir. Nesta fase ainda não existe nenhuma diferenciação dos tecidos ou órgãos que formam o corpo humano e por isso podem ser induzidas para a terapia celular.

Diferencia-se da clonagem reprodutiva pois nessa técnica as células são multiplicadas em laboratório para formar tecidos específicos e nunca são implantadas em um útero humano.  

          

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E quais a vantagens e limitações da clonagem terapêutica? 

A principal vantagem dessa técnica é a fabricação de células pluripotentes, potencialmente capazes de produzir qualquer tecido em laboratório, o que poderá permitir o tratamento de doenças como: doenças cardíacas, doença de Alzheimer, Parkinson, câncer, além da reconstituição de medula óssea, de tecidos queimados ou tecidos destruídos. Com a vantagem de não sofrer rejeição, caso o doador seja o próprio beneficiado com a técnica.

A principal limitação é que no caso de doenças genéticas, o doador não pode ser a própria pessoa porque todas as suas células têm o mesmo defeito genético.

A clonagem para fins terapêuticos não pode reproduzir seres humanos, porque nunca haverá implantação no útero. As células são multiplicadas em laboratório até a fase de blastocisto, em que o pré-embrião é constituído por um aglomerado de células que ainda não tem sistema nervoso. 

        

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O cordão umbilical também é fonte de células-tronco. Como essas são armazenadas? 

Após o nascimento, o cordão umbilical é clampeado (para impedir que o sangue contido no cordão vaze), cortando-se a ligação entre o bebê e a placenta. A quantidade de sangue (cerca de 70 - 100 ml) que permanece no cordão e na placenta é drenada e armazenada em bolsas semelhantes às utilizadas para transfusão de sangue. As bolsas são levadas ao banco de sangue de cordão umbilical, onde serão congeladas e poderão ficar por vários anos à espera de um  receptor compatível. A coleta do sangue do cordão umbilical e da placenta é realizada somente com o consentimento materno e não causa nenhum dano para a mãe ou para o bebê. 

Quais as vantagens de se armazenar o cordão umbilical?

            O material coletado é vantajoso, principalmente pela imaturidade das células, o que reduz consideravelmente a possibilidade de rejeição das células sangüíneas recebidas no transplante pelo organismo do receptor. Contudo, a maior vantagem do sangue de cordão umbilical é a disponibilidade imediata das células e a possibilidade da realização do transplante sem que o doador seja submetido a qualquer tipo de procedimento cirúrgico. 

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E a Ética?

            Alguns métodos de coleta das células-tronco não geram polêmicas ético-religiosas, como a coleta pelo cordão umbilical ou da medula óssea do próprio paciente. A polêmica surge quando se trata da retirada de células-tronco de embriões, visto que isso implica na destruição deles. Muitos argumentam que o extermínio desses embriões é tão criminoso quanto o aborto, uma vez que acaba com uma forma de vida.

Várias questões éticas são levantadas quanto a esse procedimento, como: 

· É adequado utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e não utilizados, cujos prazos legais de utilização foram ultrapassados, para gerar células-tronco embrionárias?


·  É aceitável produzir embriões humanos sem finalidade reprodutiva apenas para produzir células-tronco?


· A justificativa da necessidade de desenvolver novas terapêuticas está acima da vida dos embriões produzidos para este fim?


· Por que não incentivar as pesquisas utilizando células-tronco obtidas de outras formas, que também tem demonstrado bom potencial?


· É aceitável a utilização de óvulos não humanos para servirem substrato biológico para pesquisas em células-tronco humanas, desconhecendo-se os riscos envolvidos neste tipo de procedimento?


· É justo criar um clima de expectativa para pacientes e familiares de pacientes sobre a possibilidade de uso terapêutico de células que sequer foram testadas em experimentos básicos?

 Referências bibliográficas  

http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/reprod3.htm 

http://www.incl.rj.saude.gov.br/.../index2.asp 

http://www.ciencianews.com.br/universo5.htm 

http://www.brasilescola.com/doencas/doacao-cordao-umbilical.htm 

http://www.ghente.org/temas/celulas-tronco/index.htm 

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=124 

http://www.einstein.br/con-cham.aspx?ic=37&id=44&id1=38 

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lula-tronco