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Há quase dois séculos, o desenvolvimento pioneiro da vacina contra a varíola feito por Jenner marcou o início de uma nova era para a medicina moderna. Desde então, a vacinação tornou-se a medida mais eficiente  e menos dispendiosa de evitar doenças. No entanto, infelizmente milhões de pessoas, incluindo milhões de crianças ainda morrem a cada ano de doenças infecciosas para as quais não existem vacinas efetivas. Elas incluem novas doenças emergentes tais como AIDS, ou antigas ameaças como a malária. Adicionalmente, vacinas imunoterapêuticas para certas doenças como o câncer são necessárias como terapias alternativas. Dentro deste contexto, as vacinas de DNA surgem como uma estratégia promissora. Essa tecnologia inovadora envolve a administração direta de DNA plasmidiano codificando antígenos imunogênicos para tecidos que são capazes de internalizar esse DNA e expressar o antígeno heterólogo de tal forma que irá induzir uma resposta imunológica efetiva.   

Um importante atributo da vacina de DNA é a apresentação antigênica via moléculas de MHC de classe I e classe II, o que mimetiza o processo resultante de um infecção natural, ativando linfócitos T CD4+, CD8+ além da produção de anticorpos.

VANTAGENS DAS VACINAS DE DNA

O uso das vacinas de DNA oferece uma série de vantagens econômicas, técnicas e logísticas quando comparado com as vacinas clássicas. Por exemplo, a produção em larga escala é bem mais barata, a manutenção do controle de qualidade mais fácil, e a comercialização não necessita de uma rede de refrigeração, pois estas vacinas são estáveis à temperatura ambiente.  Estes fatores facilitam o transporte e a distribuição, e viabilizam a transferência de tecnologia.

POSSÍVEIS PROBLEMAS

Como possíveis desvantagens podem ser citadas a possibilidade de integração do plasmídeo ao genoma hospedeiro de maneira danosa ou a exposição do sistema imunológico a altos níveis de proteína antigênica durante o período de expressão do gene.  Nenhuma evidência destes fenômenos foi comprovada, mas testes rigorosos devem ser feitos para que se possa validar uma vacina de DNA para uso em humanos.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

As vacinas de DNA podem ser administradas por diferentes vias, rendendo respostas imunológicas mais ou menos potentes de acordo com o sistema escolhido.

A via de administração mais comumente utilizada é a injeção intramuscular direta do DNA de interesse, diluído em solução salina. Um outro processo muito explorado é o da biobalística, que consiste em usar um aparelho, o gene gun, para acelerar e introduzir na derme micropartículas de ouro cobertas com o DNA de interesse (Figura 1). Um sistema também usado em imunização genética e terapia gênica, porém em menor escala, é a administração do DNA encapsulado em lipossomos.

Figura 1- As duas vias de administração de vacinas de DNA mais utilizadas: injeção intramuscular e biobalística.

Atualmente, um  sistema de transferência de vacinas de DNA para células hospedeiras de mamíferos que vem se mostrando promissor é o uso de bactérias carreadoras. Já foi relatada a transferência de plasmídeos por bactérias dos gêneros Shigella, Listeria e Salmonella, além de uma linhagem recombinante de Escherichia coli.  ( veja Bactérias Vacinais)