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Vacinas

 

O primeiro grupo de cientistas a desenvolver uma vacina contra a C. pseudotuberculosis foi do Dr. Quevedo, na Argentina nos anos 60. Eles utilizaram uma cultura da C. pseudotuberculosis formalizada em adjuvante de alumínio, desta forma, alcançaram uma redução de 60% da infecção (EGGLETON et al.,1991).

 

Nos últimos anos, têm surgido na literatura relatos de testes de vacina viva atenuada contra a C. pseudotuberculosis. RIBEIRO et al., (1991), desenvolveram e testaram uma vacina viva, preparada com uma linhagem naturalmente atenuada dessa bactéria e obtiveram 83% de imunoproteção. Já SIMONS et al., (1997) observaram uma extensa redução da doença ao vacinar camundongos e cabras com mutantes da C. pseudotuberculosis produzidos em seu laboratório.

 

Em 1998, ALVES & OLANDER avaliaram a eficácia de uma vacina no controle da LAC em caprinos, usando um toxóide a 3%, produzido a partir da exotoxina PLD da C. pseudotuberculosis. Um grupo de caprinos da raça pardo alpino recebeu duas vezes, essa vacina, por via subcutânea, sendo também desafiado por via intradérmica com inóculo contendo 4,2 x 10³/ml de C. pseudotuberculosis. Os parâmetros observados foram: manifestações patológicas e títulos sorológicos detectados pelo teste de IHS - Inibição da Hemólise Sinérgica. Os achados macroscópicos demonstraram que a vacina toxóide a 3%, reduz a multiplicação e a propagação da C. pseudotuberculosis do local da infecção para outras partes do corpo do animal, reduzindo a extensão da doença.

 

A EBDA - Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola lançou em maio de 2000 uma vacina viva atenuada, a 1002 contra a linfadenite caseosa de caprino e ovino, a qual foi recentemente liberada pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento para produção e comercialização em todo o território nacional. Essa vacina foi testada em campo e em laboratório e apresentou uma eficiência de 83%. A imunização utilizando essa vacina somente pode ser feita após três meses de vida do animal, sua proteção é de um ano, devendo ser repetida anualmente. A conservação da 1002 deve ser feita em refrigeração entre 2° a 8°C (www.bahia.ba.gov.br/seagri/ebda/index.html).

 

Nos últimos anos têm surgido as vacinas de DNA, representando uma nova e promissora área no controle de doenças infecciosas em animais e humanos. Essa técnica consiste em clonar ácidos nucleicos em plasmídeos e posteriormente, introduzi-los dentro de células vivas que codificarão um antígeno específico. O uso do DNA plasmidiano carregando um gene vacinal constitui uma grande vantagem em relação a vacinas utilizando patógenos ou proteínas recombinantes (OLIVEIRA & AZEVEDO, 1997).

 

CHAPLIN et al., (1999) demonstraram que grupos de ovinos vacinados com vacina de DNA, ou seja, plasmídios com o gene da fosfolipase D modificado genetícamente, induziam uma proteção significativa nesses animais, quando foram desafiados experimentalmente com uma linhagem selvagem da C. pseudotuberculosis.

 

 

 

Última Atualização: 05/07/2002